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Um Banquete, evento para pensar e comer!

30 Janeiro, 2016 às 18:00 - 23:55

Um Banquete, evento para pensar e comer é uma coreografia colectiva, com uma partitura comum em que todos se envolvem na confecção e partilha de uma refeição. Um Banquete em que se olha para o que temos nos pratos, saboreia-se e reflecte-se, vivendo plenamente a experiência de nos alimentarmos.

 

INÍCIO às 18h00 com
JANTAR partilhado da respiga (reaproveitar excedentes).
Trazer Bebida e Comida (se respigada ou excedentária).

Donativo mínimo proposto – 3€

PROJECTO e parceiros
Concepção e direção – Margarida Bettencourt, Sara Palácios, João Cão, Sara Anjo, Marta Ribeiro, Lourenço Azevedo.
Convidados: Projeto 270 – Inês Apolinário
Com participação de Eva Baudry e Sara Zita
PROGRAMA

18h Chegada e receção do público participante.
18.30 Com Inês Apolinário do Projecto 270
19.30 Nutrição com Lourenço de Azevedo
20h Organização do público participante para a interpretação e execução da partitura do Banquete; tarefas na composição do espaço, preparação da ementa, confecção e fruição da refeição.
22h Apresentação de curtas-metragens sobre a temática COMIDA
23h30 Convívio final
24h Encerramento do evento

 
SINOPSE
 
O hábito de nos juntarmos à volta de uma mesa para comer e debater assuntos elevados vem de longe. Mas há a tendência, quando se filosofa, de não nos preocuparmos com o que está nos pratos, como no Banquete de Platão ao se debater o Amor. Neste projeto propomos olhar para o que comemos e perguntar o quê, como e porquê. Queremos afirmar que comer importa. Comer importa porque comer comunica, e estabelece cadeias de relação que não se podem continuar a ignorar ou desprezar. Vamos parar e olhar para o que temos nos pratos. Colocar perguntas. De onde vem esta comida, que processos sofreu, de que forma foi transformada, qual a História de como comemos, como se cultiva ou como se produz o que comemos, que trabalho dá, quanto nos custa, quanto custa à Terra.
Propomos criar as condições ideais para que no ato de comer se possa também refletir; para que comendo se possa saber mais sobre o que comemos, questionando e debatendo sobre como se pode escolher autenticamente. A proposta é oferecer um Banquete. Um Banquete que é uma coreografia coletiva com uma partitura comun em todos se envolvem na confecção e partilha. Um Banquete em que se olha para o que temos nos pratos, saboreia-se ao questionar, vivendo plenamente a experiência de nos alimentarmos.
 
Em 2014, a quando da 2ª Conferência Internacional sobre Nutrição na sede em Roma da Organização para a Agricultura e Alimentação das Nações Unidas, o Papa Francisco lembrou o apelo de João Paulo II quando participou na 1ª edição deste evento em 1992: “chamando a atenção da comunidade internacional para os riscos do ‘paradoxo da plenitude’, no qual existe comida para todos, mas nem todos podem comer, em que somos confrontados com o desperdício, consumo excessivo e abusivo da comida até em usos que vão para além da alimentação. E este ‘paradoxo’ continua infelizmente relevante. “( citação Papa Francisco).
 
É deste desperdício e excesso que surgem os movimentos de aproveitamento de alimentos excedentários como a Respiga. A ideia de aproveitar este circuito utilizando alimentos recolhidos na Respiga para a elaboração do Banquete, apresenta-se desde logo como uma forma ideal de introduzir as temáticas políticas, sociais e económicas fundamentais ao debate. O Banquete, a comida e o comer juntos, são o centro do projecto. Neste movimento de congregação os “convidados” são desafiados a participar ativamente na confecção. O lugar do banquete é trabalhado e transformado para incluir os convidados, conduzi-los na experiência de conhecer, tocar, saborear os ingredientes, e prepará-los numa refeição que é uma composição colectiva.
 
Em torno deste Banquete serão proporcionados espaços e tempos de reflexão com palestras, debates temáticos e projecções de documentários ou filmes que tragam perspectivas relevantes. Queremos dar espaço e tempo para a reflexão e o questionamento ponderado, sem o alarmismo ou especulação que tantas vezes rodeiam este tema. Olhar para o que comemos tem a haver com biologia, economia, antropologia, história, filosofia e muitas outras áreas do nosso conhecimento. Será um desafio conseguir tocar em algumas delas para tornar mais abrangente o nosso olhar, quando olhamos para o prato.
 
Este é um projeto de Margarida Bettencourt, Sara Palácios e João Cão com o apoio do Forum Dança. A data apontada para início do calendário de eventos é Setembro de 2016, prevendo-se 5 eventos no Espaço da Penha até Junho de 2017. No entanto pretende-se criar dois eventos piloto ainda durante o início de 2016, um no Espaço da Penha e outro na Escola Secundária D.Luísa de Gusmão, em torno da temática da Importância das Sementes e prevê-se agendá-lo para o Equinócio da Primavera de 2016, dia 20 de Março.

Detalhes

Data:
30 Janeiro, 2016
Hora:
18:00 - 23:55